9 de abr. de 2013

CONVOCAÇÃO AO ATO CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE


A luta pela saúde, pelo atendimento de qualidade, pelo acesso à medicação e a exames gratuitos expressam uma necessidade da população bra­sileira. A história de luta dos trabalhadores do campo da saúde e da sociedade em geral exige o oferecimento de serviços públicos de qualidade, pois, saúde, educação, trabalho, transporte, entre outros, são políticas fundamentais para a vida dos trabalhadores.

Contudo, a realidade vivenciada pela população e profissionais de saúde nos últimos anos é muito diferente do que se di­vulgam as propagandas dos governos federal, estadual e municipal. A cada dia ficam mais claras as dificuldades em se conseguir atendimento no sistema de saúde. Faltam profissionais, equipamentos para realização de exames, medicamentos e controle popular para fiscalizar, sobretudo, os gastos públicos. Assim, não é possível ter o sistema de saúde que precisamos.

Além disso, é necessário também oferecer um plano de carreira e salários, que valorize os profissionais e os incentivem a dedicar suas vidas a cuidar da saúde da população.  

Os governos federal, estadual e municipal viram as costas para as propostas dos servidores públicos e defensores de um sistema único de saúde. Usam o argumento da crise como justificativa para não atender às reivindicações que são apresentadas pelos movimentos sociais em defesa da saúde.

A imprensa vive anunciando novos recordes de arrecadação e a desoneração de impostos dos grandes empresários da indústria e comércio, isso significa que os trabalhadores pagam impostos cada vez mais altos. Não faltam recursos, o que falta é vontade política dos governantes. A metade do que se arrecada no Brasil é desviado para garantir a saúde dos bancos, enquanto, a população está cada vez mais doente. A verdadeira crise bra­sileira não é a crise financeira, mas sim ausência de políticas públicas que atendam as necessidades sociais.

Priorizar a destinação de dinheiro público para empresários da saúde, como esses governos têm feito, causa impactos cada vez mais negativos nos serviços públicos. Hospitais, emergências, clínicas e postos de saúde do Estado são entregues as entidades privadas como Organizações Sociais (OSs); Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs), Fundações de Direito Privado, Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) e agora se aprovado na Câmara municipal a Empresa Rio Saúde S/A.

Por tudo isso, a União da Juventude Comunista (UJC) convoca a juventude trabalhadora, estudantes, trabalhadores de maneira geral, para o ato em defesa da saúde pública, estatal e sob o controle popular:

Que dia? 9 de abril, terça-feira.
Onde? Concentração no Buraco do Lume, na Carioca – Centro do Rio. Sairemos em caminhada de lá até a Cinelândia.
Que horas? Concentração às 15h. A marcha até a Cinelândia sairá por volta das 17h.
 

- Concurso público já!
- Fim das Organizações Sociais, Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, Fundações de Direito Privado, Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares e Empresa Rio Saúde S/A.
- Investimento de recursos públicos para a saúde pública! Exigência de 10% da receita corrente bruta da União para a saúde.
- Gestão Pública sob controle popular.

A nossa luta contra a privatização da saúde é também a luta contra a liquidação dos direitos sociais e das políticas públicas!


 União da Juventude Comunista
Ousar lutar! Ousar vencer!
 
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8 de abr. de 2013

MILHARES DE ESTUDANTES E TRABALHADORES GANHAM AS RUAS DE PORTO ALEGRE CONTRA O AUMENTO ABUSIVO NO VALOR DAS PASSAGENS DE ÔNIBUS




Vicente Cabrera Calheiros*

Em Porto Alegre, milhares de estudantes e trabalhadores ganham as ruas para manifestar seu descontentamento com o abusivo aumento no valor das passagens de ônibus. Um amplo processo de reorganização e mobilização se coloca contra o processo de privatização do transporte público que, atualmente, é controlado por quatro empresas (CARRIS, UNIBUS, STS, CONORTE) que maximizam seus lucros pagando baixos salários aos trabalhadores. Em poucas semanas, as principais ruas e avenidas da zona central da cidade foram tomadas por manifestantes que, reunidos em diversos atos (22/03, 25/03, 27/03, 01/04 e 04/04), vem demonstrando a força do poder popular.

Este movimento vem sofrendo uma forte marginalização midiática, principalmente pela via televisiva, vindo a moldar a opinião pública de que estes estudantes e trabalhadores são, nada mais, nada menos, do que grandes “baderneiros”. Sabemos que este apelo se coloca no sentido de buscar enfraquecer esta onda de manifestações com medo de que ela deixe de ser “apenas uma onda”, e passe a mudar a realidade, com o povo na rua lutando por seus direitos.

Nesta quinta-feira, nem mesmo a chuva foi capaz de frear este movimento. A concentração em frente a Prefeitura teve um sabor especial quando, próximo das 18:30 abaixo de chuva, foi repassada aos manifestantes a informação de que o reajuste havia sido revogado temporariamente por uma liminar judicial, gerando uma ampla comemoração e valorização da luta.

A partir dai as ruas foram, mais uma vez, tomadas pelos milhares de estudantes e trabalhadores. Com aproximadamente três horas de caminhada, a manifestação se reuniu no Largo Glenio Peres e decidiu pontos fundamentais para a continuação do movimento. Dessa forma, será realizada uma assembleia no domingo (08/04), no parque da redenção, assim como foi tirado o indicativo de mais atos nas próximas semanas.

*Vicente Cabrera Calheiros é mestrando em Educação Física na Universidade Federal de Santa Maria/RS e militante da UJC e do PCB.
 
 
 

6 de abr. de 2013

NOTA DE SOLIDARIEDADE À FAMÍLIA DE ALIELSON NOGUEIRA



A União da Juventude Comunista lamenta imensamente a morte de Alielson Nogueira, jovem de 21 anos, trabalhador e morador da favela do Jacaré, que foi covardemente assassinado por policiais da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) na última quinta-feira. Prestamos nossa solidariedade para com sua família, amigos e toda a comunidade.

Infelizmente, a morte de Alielson não foi uma exceção. Ela é apenas mais um caso exemplar da barbárie cotidiana a que estão submetidos milhões de jovens moradores de comunidades, que foram levados a acreditar que finalmente seriam vistos pelos nossos governantes. Só que o “milagre da UPP”, inventado pelo governador Sérgio Cabral e tão ufanisticamente exaltado pela classe média, vai apresentando sua face mais cruel: a criminalização da pobreza.Os moradores das comunidades “pacificadas”, que antes estavam submetidos aos desmandos de traficantes e ao desalento do Estado, hoje são reféns do autoritarismo da polícia que promove extorsões, agressões, invasões de domicílio e todo tipo de violação dos direitos humanos. O assassinato de Alielson não foi fruto do desvio de conduta ou do despreparo de alguns policiais isoladamente. Ele é conseqüência da conduta repressiva e violenta com que historicamente o Estado, através da polícia, tratou as classes populares.

Mas há ainda um outro aspecto que precisa ser esclarecido. A UPP não é um projeto de inclusão social das comunidades, antes dominadas pelos traficantes. Em essência, ela é um meio de inserção das comunidades na lógica do mercado. Em todas as comunidades em que ela foi instalada, o que vimos foi o aparecimento de fenômenos como a especulação imobiliária, o aumento do custo de vida e crescimento do turismo, que não foram acompanhados pela construção de escolas, postos de saúde e fornecimento de saneamento básico. Isso fica ainda mais claro ao descobrirmos que o projeto das UPPs foi patrocinado por diversas empresas capitalistas, seja indiretamente, através do financiamento de campanhas eleitorais, seja diretamente, como é o caso do empresário Eike Batista, que já foi acusado diversas vezes que conseguir favorecimento em licitações devido aos seus estreitos laços de amizade com o governador. 

É preciso perceber que as UPPs são apenas uma engrenagem de uma rede de corrupção de agentes públicos, parlamentares, juízes e policiais milicianos, para favorecer os grandes empresários. Em resumo, o Rio de Janeiro virou um mega empreendimento do Capital, que multiplica os seus lucros através da desgraça e do sofrimento da classe trabalhadora. Nós da UJC queremos justiça, mas sabemos que ela não virá através na máquina governamental, mas somente da organização dos trabalhadores numa luta política e consciente contra o Capital. Não podemos admitir que mais vidas sejam levadas dessa maneira, por isso lutaremos até o fim!

Até a vitória companheiros! Estaremos com vocês!

União da Juvendute Comunista


Alielson Nogueira
PRESENTE! 

5 de abr. de 2013

EM DEFESA DO ENSINO PÚBLICO, CONSTRUIR EDUCAÇÃO POPULAR!



 Nota da UJC - Secundaristas

 

A UJC é uma frente de massa do PCB, fundada em 1927, somos uma das organizações juvenis mais antigas do mundo. Em toda nossa história estivemos ao lado da classe trabalhadora.

Atualmente, os governos apostam na privatização da educação, o resultado deste modelo é a falta de democracia nas escolas com a indicação de diretores, perseguição a grêmios e a perda do controle pedagógico, que foi dado a ONGs como o Instituto Ayrton Senna ou até mesmo a fundação Globo, através do Instituto Roberto Marinho. Comprovamos o total fracasso dessa política quando o Rio consegue ficar em 15º colocado no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, mesmo sendo um dos estados mais ricos. Sérgio Cabral e seus amigos empresários não satisfeitos com todo o caos na educação, ainda fecharam 375 escolas, acabaram com turmas de menos de 20 alunos e diminuíram em 30,17% o investimento.

Além de reduzirem os investimentos e repassarem à iniciativa privada, destinou parte desses recursos para a PM atuar dentro de todas as escolas estaduais. A medida tenta substituir os profissionais qualificados para lidar com o problema da violência escolar. Repudiamos essa política por entender a escola enquanto espaço livre de aprendizagem, orientação e dialogo.

No entanto, esta realidade vem sendo combatida pelos estudantes e trabalhadores que lutam por melhores condições de vida, trabalho e estudo, mas também por um ensino público, gratuito para todos e de alta qualidade. Um exemplo disso são as greves da educação que ocorreram no início do ano de 2012, onde a UJC esteve presente de maneira protagonista.

Por isso defendemos o projeto da Educação Popular. Entendemos que a luta em defesa da educação pública deve envolver todos os trabalhadores, a quem realmente interessa barrar o processo de privatização em nosso país. Somente uma educação com o objetivo de uma formação crítica, abrangente e capaz de compreender a realidade social pode contribuir para transforma-la e construir uma sociedade justa e também pessoas melhores.

Nós da UJC, defendemos a organização dos estudantes a partir das bases, os estudantes devem fortalecer e criar grêmios. O grêmio é um instrumento de luta indispensável voltado para organizar, mobilizar e defender os interesses dos estudantes. Também é necessário romper com a lógica aparelhista e garantir a autonomia organizativa do movimento secundarista em relação aos governos, empresários, diretoria, movimentos e partidos. Por fim, o movimento secundarista deve trabalhar junto com o movimento sindical e popular na defesa da educação pública, comprometendo-se com as lutas da classe trabalhadora.

Por uma Educação Popular;
Em defesa da Educação 100% Pública, Gratuita e de Qualidade;
Passe Livre integral e irrestrito;
Eleições Diretas para Diretores;
Fim do Analfabetismo;
Fim do Vestibular;
 
EDUCAÇÃO NÃO É MERCADORIA!

2 de abr. de 2013


MAIS UM AUMENTO, EU NÃO AGUENTO!


                Mais uma vez o Governo do Estado planeja conceder um aumento na tarifa das barcas que fazem a travessia da baía de Guanabara, que liga as cidades de Niterói e do Rio de Janeiro. Depois do reajuste do ano passado, que passou o preço de 2,80 para 4,50, hoje a intenção é elevar a tarifa para 4,80.

            Não sendo o bastante, ainda são comuns as precárias condições que a empresa concessionária mantém os serviços. Filas, goteiras, acidentes, sujeira, atrasos, apagões de energia são as dificuldades que trabalhadores e jovens cotidianamente enfrentam nas barcas.

                As Barcas são um serviço essencial para o povo trabalhador, que necessita desse transporte para ir trabalhar e estudar todos os dias. Hoje, administrado pela CCR, uma empresa que tem presença em várias partes do país e que recentemente esteve marcando presença na rodada de privatizações dos serviços públicos de Portugal, o serviço de transporte pela baía é tratada como um negócio em que o lucro é o objetivo último. Contudo, um serviço tão essencial não é uma mercadoria, mas sim um direito das classes populares!

           Seguindo a mesma experiência que ocorreu no ano passado, os movimentos sociais, junto com alguns vereadores progressistas, irão às ruas lutar contra esse aumento. Hoje, ocorrerá um grande ato na Praça XV no Rio, às 18:00. A Juventude Comunista estará marcando presença e convida todxs xs lutadorxs a estarem presente também!



-Vamos juntos barrar esse aumento!

-Por um transporte Estatal, Gratuito, de Alta Qualidade e sob Controle Popular!

1 de abr. de 2013

DO ESTADO TERRORISTA À COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE: A TENTATIVA ARBITRÁRIA DA CONCILIAÇÃO DE CLASSES


Mário Cavalcanti*

            Nesse dia 01 de Abril de 2013, completam-se 49 anos do fatídico golpe que impôs ao nosso país uma ditadura de 21 anos. Uma contra-ofensiva das forças conservadoras associadas ao imperialismo para deter o avanço das forças populares. Através de sequestros, torturas e mortes, a ditadura militar levou adiante um processo de modernização conservadora dolorosa aos filhos do povo, que foram reprimidos e super-explorados pelo regime sanguinário das casernas.
           
          Apesar de todos os anos que nos afastam do término desse pesadelo, os crimes cometidos pelo Estado e seus agentes durante a ditadura empresarial-militar permanecem sob sigilo, assim como os documentos que comprovam esses abusos ocorridos nos tempos bárbaros do terrorismo de Estado.

Diante deste fatos, a crescente indignação contra a persistência do anonimato e da impunidade, das torturas, dos sequestros, dos assassinatos e dos desaparecimentos praticados e executados pelos algozes do povo, somado a condenação do Brasil por parte da OEA para que o governo revisasse os crimes de estado que haviam sido cometidos, finalmente se articulou a criação da Comissão Nacional da Verdade (CNV). Porém, temos razões para suspeitar que a Comissão da Verdade criada pelo Governo Federal possa não trazer resultados que contemplem os anseios por informação dos familiares de mortos, desaparecidos e torturados por aquele regime ditatorial, pelo caráter de conciliação com os setores conservadores que exigem uma comissão de meia-verdade e sem julgamentos.

Os jovens comunistas e o PCB avaliam como necessário e comprometem-se, conjuntamente com organizações sindicais, estudantis e populares, em construir um grande movimento de massas para que o resultado dos trabalhos da CNV não se transforme numa conciliação com os algozes de nosso povo, para que se apurem os crimes da ditadura, se estabeleçam as ligações entre os grupos empresariais, funcionários públicos e a máquina da tortura no Brasil e crie condições para que se possam punir os torturadores e assassinos de toda uma geração de jovens, trabalhadores, camponeses, sindicalistas e militantes sociais e políticos que lutaram contra a ditadura no Brasil.

           Esse dia 01 de Abril para nós, jovens comunistas, é um dia triste,  mas é também um dia de luta, em que lembramos de todos os lutadores que deram suas vidas na luta contra um dos piores capítulos da história do Brasil. Guardamos principalmente na memória os lutadores comunistas que tombaram lutando nas fileiras do PCB: 
Orlando Bonfim, Walter Ribeiro, João MassenaJosé Montenegro de Lima, José Roman, Luiz Maranhão, David Capistrano, Nestor Veras, Jayme Miranda, Elson Costa, Hiram Pereira Lima, Itair José Veloso, Célio Guedes.


-Por uma Comissão da Verdade, Memória e Justiça!

-Pela abertura dos arquivos da ditadura!






* Mário é membro do Grupo Tortura Nunca Mais e militante do Núcleo Elizeu Alves de Jovens Trabalhadores da UJC-RJ.