5 de abr. de 2013

EM DEFESA DO ENSINO PÚBLICO, CONSTRUIR EDUCAÇÃO POPULAR!



 Nota da UJC - Secundaristas

 

A UJC é uma frente de massa do PCB, fundada em 1927, somos uma das organizações juvenis mais antigas do mundo. Em toda nossa história estivemos ao lado da classe trabalhadora.

Atualmente, os governos apostam na privatização da educação, o resultado deste modelo é a falta de democracia nas escolas com a indicação de diretores, perseguição a grêmios e a perda do controle pedagógico, que foi dado a ONGs como o Instituto Ayrton Senna ou até mesmo a fundação Globo, através do Instituto Roberto Marinho. Comprovamos o total fracasso dessa política quando o Rio consegue ficar em 15º colocado no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, mesmo sendo um dos estados mais ricos. Sérgio Cabral e seus amigos empresários não satisfeitos com todo o caos na educação, ainda fecharam 375 escolas, acabaram com turmas de menos de 20 alunos e diminuíram em 30,17% o investimento.

Além de reduzirem os investimentos e repassarem à iniciativa privada, destinou parte desses recursos para a PM atuar dentro de todas as escolas estaduais. A medida tenta substituir os profissionais qualificados para lidar com o problema da violência escolar. Repudiamos essa política por entender a escola enquanto espaço livre de aprendizagem, orientação e dialogo.

No entanto, esta realidade vem sendo combatida pelos estudantes e trabalhadores que lutam por melhores condições de vida, trabalho e estudo, mas também por um ensino público, gratuito para todos e de alta qualidade. Um exemplo disso são as greves da educação que ocorreram no início do ano de 2012, onde a UJC esteve presente de maneira protagonista.

Por isso defendemos o projeto da Educação Popular. Entendemos que a luta em defesa da educação pública deve envolver todos os trabalhadores, a quem realmente interessa barrar o processo de privatização em nosso país. Somente uma educação com o objetivo de uma formação crítica, abrangente e capaz de compreender a realidade social pode contribuir para transforma-la e construir uma sociedade justa e também pessoas melhores.

Nós da UJC, defendemos a organização dos estudantes a partir das bases, os estudantes devem fortalecer e criar grêmios. O grêmio é um instrumento de luta indispensável voltado para organizar, mobilizar e defender os interesses dos estudantes. Também é necessário romper com a lógica aparelhista e garantir a autonomia organizativa do movimento secundarista em relação aos governos, empresários, diretoria, movimentos e partidos. Por fim, o movimento secundarista deve trabalhar junto com o movimento sindical e popular na defesa da educação pública, comprometendo-se com as lutas da classe trabalhadora.

Por uma Educação Popular;
Em defesa da Educação 100% Pública, Gratuita e de Qualidade;
Passe Livre integral e irrestrito;
Eleições Diretas para Diretores;
Fim do Analfabetismo;
Fim do Vestibular;
 
EDUCAÇÃO NÃO É MERCADORIA!

2 de abr. de 2013


MAIS UM AUMENTO, EU NÃO AGUENTO!


                Mais uma vez o Governo do Estado planeja conceder um aumento na tarifa das barcas que fazem a travessia da baía de Guanabara, que liga as cidades de Niterói e do Rio de Janeiro. Depois do reajuste do ano passado, que passou o preço de 2,80 para 4,50, hoje a intenção é elevar a tarifa para 4,80.

            Não sendo o bastante, ainda são comuns as precárias condições que a empresa concessionária mantém os serviços. Filas, goteiras, acidentes, sujeira, atrasos, apagões de energia são as dificuldades que trabalhadores e jovens cotidianamente enfrentam nas barcas.

                As Barcas são um serviço essencial para o povo trabalhador, que necessita desse transporte para ir trabalhar e estudar todos os dias. Hoje, administrado pela CCR, uma empresa que tem presença em várias partes do país e que recentemente esteve marcando presença na rodada de privatizações dos serviços públicos de Portugal, o serviço de transporte pela baía é tratada como um negócio em que o lucro é o objetivo último. Contudo, um serviço tão essencial não é uma mercadoria, mas sim um direito das classes populares!

           Seguindo a mesma experiência que ocorreu no ano passado, os movimentos sociais, junto com alguns vereadores progressistas, irão às ruas lutar contra esse aumento. Hoje, ocorrerá um grande ato na Praça XV no Rio, às 18:00. A Juventude Comunista estará marcando presença e convida todxs xs lutadorxs a estarem presente também!



-Vamos juntos barrar esse aumento!

-Por um transporte Estatal, Gratuito, de Alta Qualidade e sob Controle Popular!

1 de abr. de 2013

DO ESTADO TERRORISTA À COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE: A TENTATIVA ARBITRÁRIA DA CONCILIAÇÃO DE CLASSES


Mário Cavalcanti*

            Nesse dia 01 de Abril de 2013, completam-se 49 anos do fatídico golpe que impôs ao nosso país uma ditadura de 21 anos. Uma contra-ofensiva das forças conservadoras associadas ao imperialismo para deter o avanço das forças populares. Através de sequestros, torturas e mortes, a ditadura militar levou adiante um processo de modernização conservadora dolorosa aos filhos do povo, que foram reprimidos e super-explorados pelo regime sanguinário das casernas.
           
          Apesar de todos os anos que nos afastam do término desse pesadelo, os crimes cometidos pelo Estado e seus agentes durante a ditadura empresarial-militar permanecem sob sigilo, assim como os documentos que comprovam esses abusos ocorridos nos tempos bárbaros do terrorismo de Estado.

Diante deste fatos, a crescente indignação contra a persistência do anonimato e da impunidade, das torturas, dos sequestros, dos assassinatos e dos desaparecimentos praticados e executados pelos algozes do povo, somado a condenação do Brasil por parte da OEA para que o governo revisasse os crimes de estado que haviam sido cometidos, finalmente se articulou a criação da Comissão Nacional da Verdade (CNV). Porém, temos razões para suspeitar que a Comissão da Verdade criada pelo Governo Federal possa não trazer resultados que contemplem os anseios por informação dos familiares de mortos, desaparecidos e torturados por aquele regime ditatorial, pelo caráter de conciliação com os setores conservadores que exigem uma comissão de meia-verdade e sem julgamentos.

Os jovens comunistas e o PCB avaliam como necessário e comprometem-se, conjuntamente com organizações sindicais, estudantis e populares, em construir um grande movimento de massas para que o resultado dos trabalhos da CNV não se transforme numa conciliação com os algozes de nosso povo, para que se apurem os crimes da ditadura, se estabeleçam as ligações entre os grupos empresariais, funcionários públicos e a máquina da tortura no Brasil e crie condições para que se possam punir os torturadores e assassinos de toda uma geração de jovens, trabalhadores, camponeses, sindicalistas e militantes sociais e políticos que lutaram contra a ditadura no Brasil.

           Esse dia 01 de Abril para nós, jovens comunistas, é um dia triste,  mas é também um dia de luta, em que lembramos de todos os lutadores que deram suas vidas na luta contra um dos piores capítulos da história do Brasil. Guardamos principalmente na memória os lutadores comunistas que tombaram lutando nas fileiras do PCB: 
Orlando Bonfim, Walter Ribeiro, João MassenaJosé Montenegro de Lima, José Roman, Luiz Maranhão, David Capistrano, Nestor Veras, Jayme Miranda, Elson Costa, Hiram Pereira Lima, Itair José Veloso, Célio Guedes.


-Por uma Comissão da Verdade, Memória e Justiça!

-Pela abertura dos arquivos da ditadura!






* Mário é membro do Grupo Tortura Nunca Mais e militante do Núcleo Elizeu Alves de Jovens Trabalhadores da UJC-RJ.

30 de mar. de 2013

LÁ VAI SEU CÉREBRO PELA DIREITA


Felipe Lustosa*

          A mídia -como aparelho privado de hegemonia servil às classes dominantes- trata de caricaturar mais uma vez o indígena brasileiro, amoldando a opinião pública (do senso comum) à um consenso subordinável e corruptível, o qual na atual conjuntura, somente pode ser interessante à manutenção da supremacia de classe das oligarquias históricas, mega empresários e aos caciques políticos do asfalto.

          A mídia, como instrumento de desinformação e de dominação, gerador de consensos e de hegemonia classista, não permite aos telespectadores-médios e emburrecidos uma única reflexão crítica, a qual possibilite à estes últimos, desnudarem as contradições históricas, compreendendo, que os Xavantes vêm sendo expropriados, escravizados, aculturados e assassinados, historicamente, desde os meados do século XIX, onde expedições de bandeiradas oriundas de São Paulo -tendo por finalidade o extrativismo de Ouro e a produção de especiarias, na região Centro Oeste- levavam tal grupo Jê à migrar incessantemente para o sertão Mato-grossense e para zonas interioranas, fugindo dos bandeirantes, do trabalho compulsório, doetnocídio e das monções [1]  exporádicas.

           Esta etnia indígena  -assim como os Apaches nos Eua, em um episódio conhecido como: “A marcha para o Oeste”-, também se rebelou contra a sociedade-civil e contra a ordem vigente opressora e assassina imposta, passando então -sem muita compreensão da conjuntura-histórica, econômica, política e não obstante, de quem seja de fato, o inimigo de classes- a lançar-se à atividades bandoleiras contra a Civitahodierna, talvez, como uma forma estranhada de insurgência contra a civilização do capital.

           Daí então, nas telas do telejornal global, parcial e contumaz,  “e de uma hora para outra”, o “bom selvagem Rousseaniano” (proveniente do romantismo trivial e burguês) transmuta-se no bárbaro antropófago, no incivil silvícula e "feroz atarracado", aquele que é “indomável por índole”: o homem que é lobo de si próprioe que oferece hostilidades ao "cidadão-de-bem" em uma "Bellum Omnes contra Omnes" [guerra de todos contra todos], o homem tipicamente Hobbesiano é o que a mídia se esforça por passar, ao retratar o índigena e as raizes do povo brasileiro como: venal por essência, aquele que deve aceitar o "processo civilizatório" e que "é vil" porque evadiu-se como fera do contrato-social.


[1] – As monções eram expedições fluviais [lançadas pelos bandeirantes] que, entre a segunda década do século XVIII e a primeira metade do século XIX, mantiveram as comunicações entre a capitania de São Paulo e a capitania de Mato Grosso no Brasil. Em sua origem, o termo se refere ao regime proposto em 1059, que define o período propício à navegação. No Brasil daquela época, porém, tratava-se do ano favorável às viagens fluviais, considerando-se o regime dos rios - cheias ou vazantes. (CAVALCANTE, Messias Soares. A verdadeira história da cachaça. São Paulo: Sá Editora, 2011. 608p.)


* Felipe Lustosa é professor de história, estudante de filosofia e militante do Núcleo Elizeu Alves de Jovens Trabalhadores da UJC - RJ.

22 de mar. de 2013

PCB - 91 ANOS DE LUTA



A UJC parabeniza o Partido Comunista Brasileiro por seus 91 anos de luta junto à classe trabalhadora. O PCB, fundado em 25 de março de 1922, tem importância crucial na história das lutas sociais no Brasil, na conquista de direitos com a perspectiva de uma sociedade sem classes. Parabéns PCB e seguimos juntos!

De norte a sul, e no país inteiro! E viva o Partido Comunista Brasileiro!

Assista ao programa no YouTube: PCB 91 ANOS

6 de mar. de 2013

TODA SOLIDARIEDADE AO POVO VENEZUELANO


O Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro (PCB) manifesta seu profundo pesar pelo falecimento do comandante da revolução bolivariana, Hugo Chavez, e se solidariza de maneira revolucionária e militante com o povo da Venezuela, especialmente os trabalhadores, neste momento de tristeza e de dor.

A morte do comandante Chavez é uma enorme perda não só para o povo da Venezuela, mas para todos os latino-americanos, uma vez que Chavez se transformara num símbolo de mudanças e transformações na América Latina, bem como na resistência  à política imperialista dos Estados Unidos na região.

No entanto, o Partido Comunista Brasileiro reafirma sua confiança de que os trabalhadores e o povo venezuelanos saberão construir a unidade, ampliar a organização, derrotar as forças conservadoras e defender de maneira firme e combativa o processo de transformações que vem ocorrendo atualmente no País e avançar no sentido da construção do socialismo.

Desde o Brasil, os comunistas sabem que a melhor maneira de honrar a memória de Chavez é construir em cada País as condições para o avanço da luta popular e do processo revolucionário na América Latina.

Unidade, organização e luta na Venezuela! Avançar no processo revolucionário!

Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro

[FONTE: www.pcb.org.br]

5 de mar. de 2013

FÓRUM PELA PAZ NA COLÔMBIA


 O Fórum Pela Paz da Colômbia: Justiça Social, Democracia e Soberania acontece de 24 a 26 de maio de 2013 em Porto Alegre.

O debate estará dentro do marco da Paz na Colômbia em três eixos transversais:
a) Justiça Social; B) Democracia; C) Soberania.

Os três eixos se desdobram em grupos temáticos como processo com capacidade de acolher a multiplicidade de experiências e contribuições dos diversos sujeitos sociais em torno à temática e em relação com a paz da Colômbia e seus efeitos para os povos da América Latina.
Inicialmente existem comitês desenvolvendo atividades pré-Fórum na Colômbia, Argentina, Uruguai, e no Brasil nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Vitória, Goiânia, Florianópolis e Porto Alegre. Os documentos estarão em três línguas: português, espanhol e inglês.

Serão recebidas as propostas de inscrições para os grupos temáticos e atividades autogestionadas através da endereço eletrônico forumpelapazcolombia@gmail.com

NÃO FIQUE DE FORA DESSA HISTÓRIA!