10 de abr. de 2013

CONVOCAÇÃO PARA O ATO CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DO MARACANÃ




Quanto vale uma Copa do Mundo? O Brasil já mostrou que ela vale muito, vale as lágrimas da derrota, mas também vale o sorriso da conquista! Vale torcer, vale sofrer, vale o grito, o choro, a raça, a taça, torcer, o mundo! É pra gente cantar de coração, é raça, amor e paixão, pro nosso povo de guerreiros nosso Maraca é o glorioso. Futebol não tem preço!

Mas querem privatizar nossa casa e entregar pras empreiteras. Primeiro acabaram com a nossa Geral e agora querem nos expulsar da arquibancada! É cartão vermelho pra essa cambada! Futebol é cultura irmão, é cultura popular, é esporte de rua, de jogar no asfalto, não é pra elitizar não. O Maraca é dos cariocas, é do Brasil, é do Mundo! O Maraca é nosso!

O Capital já privatizou a Saúde e a Educação, agora quer ganhar dinheiro com a nossa arte, com talento do menino do morro com a bola no pé. Quer acabar com o sonho de muito moleque de ser jogador e de ver seu time jogar. Ihhh, rapá, nessa parada aí não tem rivalidade não, é todo mundo dando cartão vermelho: Vasco, Flamengo, Fluminense, Botafogo, Bangu, América, Madureira...todo mundo junto e misturado amanhã no Largo do Machado dando cartão vermelho pros empresários. Bora pra rua galera, com garra e emoção, vamos juntos dizer NÃO À PRIVATIZAÇÃO!  

Vem marcar esse gol de placa pro Rio!!!

 União da Juventude Comunista
Ousar lutar! Ousar vencer!
 

  

9 de abr. de 2013

CONVOCAÇÃO AO ATO CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE


A luta pela saúde, pelo atendimento de qualidade, pelo acesso à medicação e a exames gratuitos expressam uma necessidade da população bra­sileira. A história de luta dos trabalhadores do campo da saúde e da sociedade em geral exige o oferecimento de serviços públicos de qualidade, pois, saúde, educação, trabalho, transporte, entre outros, são políticas fundamentais para a vida dos trabalhadores.

Contudo, a realidade vivenciada pela população e profissionais de saúde nos últimos anos é muito diferente do que se di­vulgam as propagandas dos governos federal, estadual e municipal. A cada dia ficam mais claras as dificuldades em se conseguir atendimento no sistema de saúde. Faltam profissionais, equipamentos para realização de exames, medicamentos e controle popular para fiscalizar, sobretudo, os gastos públicos. Assim, não é possível ter o sistema de saúde que precisamos.

Além disso, é necessário também oferecer um plano de carreira e salários, que valorize os profissionais e os incentivem a dedicar suas vidas a cuidar da saúde da população.  

Os governos federal, estadual e municipal viram as costas para as propostas dos servidores públicos e defensores de um sistema único de saúde. Usam o argumento da crise como justificativa para não atender às reivindicações que são apresentadas pelos movimentos sociais em defesa da saúde.

A imprensa vive anunciando novos recordes de arrecadação e a desoneração de impostos dos grandes empresários da indústria e comércio, isso significa que os trabalhadores pagam impostos cada vez mais altos. Não faltam recursos, o que falta é vontade política dos governantes. A metade do que se arrecada no Brasil é desviado para garantir a saúde dos bancos, enquanto, a população está cada vez mais doente. A verdadeira crise bra­sileira não é a crise financeira, mas sim ausência de políticas públicas que atendam as necessidades sociais.

Priorizar a destinação de dinheiro público para empresários da saúde, como esses governos têm feito, causa impactos cada vez mais negativos nos serviços públicos. Hospitais, emergências, clínicas e postos de saúde do Estado são entregues as entidades privadas como Organizações Sociais (OSs); Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs), Fundações de Direito Privado, Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) e agora se aprovado na Câmara municipal a Empresa Rio Saúde S/A.

Por tudo isso, a União da Juventude Comunista (UJC) convoca a juventude trabalhadora, estudantes, trabalhadores de maneira geral, para o ato em defesa da saúde pública, estatal e sob o controle popular:

Que dia? 9 de abril, terça-feira.
Onde? Concentração no Buraco do Lume, na Carioca – Centro do Rio. Sairemos em caminhada de lá até a Cinelândia.
Que horas? Concentração às 15h. A marcha até a Cinelândia sairá por volta das 17h.
 

- Concurso público já!
- Fim das Organizações Sociais, Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, Fundações de Direito Privado, Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares e Empresa Rio Saúde S/A.
- Investimento de recursos públicos para a saúde pública! Exigência de 10% da receita corrente bruta da União para a saúde.
- Gestão Pública sob controle popular.

A nossa luta contra a privatização da saúde é também a luta contra a liquidação dos direitos sociais e das políticas públicas!


 União da Juventude Comunista
Ousar lutar! Ousar vencer!
 
Veja também:




8 de abr. de 2013

MILHARES DE ESTUDANTES E TRABALHADORES GANHAM AS RUAS DE PORTO ALEGRE CONTRA O AUMENTO ABUSIVO NO VALOR DAS PASSAGENS DE ÔNIBUS




Vicente Cabrera Calheiros*

Em Porto Alegre, milhares de estudantes e trabalhadores ganham as ruas para manifestar seu descontentamento com o abusivo aumento no valor das passagens de ônibus. Um amplo processo de reorganização e mobilização se coloca contra o processo de privatização do transporte público que, atualmente, é controlado por quatro empresas (CARRIS, UNIBUS, STS, CONORTE) que maximizam seus lucros pagando baixos salários aos trabalhadores. Em poucas semanas, as principais ruas e avenidas da zona central da cidade foram tomadas por manifestantes que, reunidos em diversos atos (22/03, 25/03, 27/03, 01/04 e 04/04), vem demonstrando a força do poder popular.

Este movimento vem sofrendo uma forte marginalização midiática, principalmente pela via televisiva, vindo a moldar a opinião pública de que estes estudantes e trabalhadores são, nada mais, nada menos, do que grandes “baderneiros”. Sabemos que este apelo se coloca no sentido de buscar enfraquecer esta onda de manifestações com medo de que ela deixe de ser “apenas uma onda”, e passe a mudar a realidade, com o povo na rua lutando por seus direitos.

Nesta quinta-feira, nem mesmo a chuva foi capaz de frear este movimento. A concentração em frente a Prefeitura teve um sabor especial quando, próximo das 18:30 abaixo de chuva, foi repassada aos manifestantes a informação de que o reajuste havia sido revogado temporariamente por uma liminar judicial, gerando uma ampla comemoração e valorização da luta.

A partir dai as ruas foram, mais uma vez, tomadas pelos milhares de estudantes e trabalhadores. Com aproximadamente três horas de caminhada, a manifestação se reuniu no Largo Glenio Peres e decidiu pontos fundamentais para a continuação do movimento. Dessa forma, será realizada uma assembleia no domingo (08/04), no parque da redenção, assim como foi tirado o indicativo de mais atos nas próximas semanas.

*Vicente Cabrera Calheiros é mestrando em Educação Física na Universidade Federal de Santa Maria/RS e militante da UJC e do PCB.
 
 
 

6 de abr. de 2013

NOTA DE SOLIDARIEDADE À FAMÍLIA DE ALIELSON NOGUEIRA



A União da Juventude Comunista lamenta imensamente a morte de Alielson Nogueira, jovem de 21 anos, trabalhador e morador da favela do Jacaré, que foi covardemente assassinado por policiais da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) na última quinta-feira. Prestamos nossa solidariedade para com sua família, amigos e toda a comunidade.

Infelizmente, a morte de Alielson não foi uma exceção. Ela é apenas mais um caso exemplar da barbárie cotidiana a que estão submetidos milhões de jovens moradores de comunidades, que foram levados a acreditar que finalmente seriam vistos pelos nossos governantes. Só que o “milagre da UPP”, inventado pelo governador Sérgio Cabral e tão ufanisticamente exaltado pela classe média, vai apresentando sua face mais cruel: a criminalização da pobreza.Os moradores das comunidades “pacificadas”, que antes estavam submetidos aos desmandos de traficantes e ao desalento do Estado, hoje são reféns do autoritarismo da polícia que promove extorsões, agressões, invasões de domicílio e todo tipo de violação dos direitos humanos. O assassinato de Alielson não foi fruto do desvio de conduta ou do despreparo de alguns policiais isoladamente. Ele é conseqüência da conduta repressiva e violenta com que historicamente o Estado, através da polícia, tratou as classes populares.

Mas há ainda um outro aspecto que precisa ser esclarecido. A UPP não é um projeto de inclusão social das comunidades, antes dominadas pelos traficantes. Em essência, ela é um meio de inserção das comunidades na lógica do mercado. Em todas as comunidades em que ela foi instalada, o que vimos foi o aparecimento de fenômenos como a especulação imobiliária, o aumento do custo de vida e crescimento do turismo, que não foram acompanhados pela construção de escolas, postos de saúde e fornecimento de saneamento básico. Isso fica ainda mais claro ao descobrirmos que o projeto das UPPs foi patrocinado por diversas empresas capitalistas, seja indiretamente, através do financiamento de campanhas eleitorais, seja diretamente, como é o caso do empresário Eike Batista, que já foi acusado diversas vezes que conseguir favorecimento em licitações devido aos seus estreitos laços de amizade com o governador. 

É preciso perceber que as UPPs são apenas uma engrenagem de uma rede de corrupção de agentes públicos, parlamentares, juízes e policiais milicianos, para favorecer os grandes empresários. Em resumo, o Rio de Janeiro virou um mega empreendimento do Capital, que multiplica os seus lucros através da desgraça e do sofrimento da classe trabalhadora. Nós da UJC queremos justiça, mas sabemos que ela não virá através na máquina governamental, mas somente da organização dos trabalhadores numa luta política e consciente contra o Capital. Não podemos admitir que mais vidas sejam levadas dessa maneira, por isso lutaremos até o fim!

Até a vitória companheiros! Estaremos com vocês!

União da Juvendute Comunista


Alielson Nogueira
PRESENTE!