23 de out. de 2013

Síria: Disputas Geopolíticas


UJC - Campos dos Goytacazes

É Revolucionária e Anti-imperialista! 

A União da Juventude Comunista teve a honra de participar e construir juntamente com o PCB, um debate sobre os conflitos geopolíticos na Síria. O evento ocorreu no IFF-Centro em Campos dos Goytacazes- RJ. 

Compondo a mesa estiveram Amaro Sérgio, professor de História e sindicalista em Campos, e Maristela Pinheiro, membro do Comitê de Solidariedade a Luta do Povo Palestino, ambos militantes do PCB, além da presença do anfitrião professor do IFF, Celso Tavares.

Com auditório lotado, todos os presentes tiveram a oportunidade de manifestar sua opinião e tirar dúvidas sobre a atual conjuntura naquela região. Chamou atenção o fato de o debate ter feito diversas conexões com a atualidade Brasileira.

A grande mensagem que fica dentre as diversas opiniões expostas, é a necessidade de se esclarecer o que de fato está ocorrendo na Síria, dando um contraponto ao discurso deturpado da grande mídia, afim de que os povos sigam unidos contra a ofensiva imperialista. 

Acreditando na soberania do povo sírio e demais povos, a União da Juventude Comunista reafirma seu caráter internacionalista e anti-imperialista, prestando solidariedade ao povo sírio e repudiando convictamente a ameaça a soberania de um povo, pelo imperialismo que visa se apoderar das riquezas naturais daquele país sob um discurso hipócrita de promoção da democracia.

Viva a internacionalismo proletário! Viva a soberania dos povos!

17 de out. de 2013

A maior de todas as violências do Estado é o próprio Estado.



“Nosso objetivo final é a supressão do Estado,
isto é, de toda a violência, organizada e sistemática,
de toda coação sobre os homens em geral”
Lenin

A maior de todas as violências do Estado é o próprio Estado. Ele é, antes de tudo, uma força que sai da sociedade e se volta contra ela como um poder estranho que a subjuga, um poder que é obrigado a se revestir de aparatos armados, de prisões e de um ordenamento jurídico que legitime a opressão de uma classe sobre outra. Nas palavras de Engels é a confissão de que a sociedade se meteu em um antagonismo inconciliável do qual não pode se livrar, daí uma força que se coloque aparentemente acima da sociedade para manter tal conflito nos limites da ordem.(Mauro Iasi) (Continue lendo)


10 de out. de 2013

NOVA GESTÃO NO DIRETÓRIO ACADÊMICO ABDIAS NASCIMENTO (DASAN) - UFF


Camaradas, é com imensa satisfação que nós da União da Juventude Comunista anunciamos que o Diretório Acadêmico Abdias Nascimento (Sociologia - UFF) agora possui uma gestão de esquerda,classista e de lutas junto as bases.

Gostaríamos de destacar por meio desta nota o papel fundamental que nós comunistas cumprimos neste processo dando um salto de qualidade no debate político sobre qual o projeto de Universidade está colocado atualmente no Ensino Superior público e qual papel a Universidade vem cumprindo, projeto este que como verificamos está altamente atrelado a uma lógica e aos interesses do capital,que visa a privatização e a mercantilização do ensino e para além disso que projeto político reivindicamos que é por uma Universidade pública, gratuita de qualidade, laica e acima de tudo de caráter popular que atenda e sirva aos interesses e a demanda da classe trabalhadora!

O curso de Sociologia da Universidade Federal Fluminense por ser um curso recente (Surge com a expansão da Universidade via Reuni) apresenta diversas fragilidades, como por exemplo a falta de professores concursados (Maioria dos professores são temporários), a falta de infraestrutura das salas, o problema que envolve o currículo do Curso de Sociologia (Falta de discussão e participação dos alunos na constituição da grade curricular), a possibilidade de fechamento do curso por conta da concepção meritocrática de ensino (via ENADE), falta de espaço físico para o Diretório Acadêmico (O prédio onde possivelmente ficarão os diretórios acadêmicos ainda não foi terminado), falta de Pesquisa e extensão (Que concerne ao tripé fundamental do Ensino Superior Público).

Para além de disputarmos o processo eleitoral tínhamos a clareza de que a tarefa mais importante na Sociologia - UFF seria de trazer os alunos para discussão de uma plataforma política que expresse não apenas interesses imediatos em geral (Deficiências essas que dizem respeito a expansão precarizada da Universidade Pública e que vem atrelada a lógica privatista) do curso,mas sim de trazer uma nova concepção ensino e educação,uma educação que marque uma ruptura com a lógica do grande capital e a concepção mercantil e privatista do ensino,apontando para uma educação que se firme como de caráter emancipatório,contra-hegemônico,classista,ou seja,uma concepção e um modelo de Universidade Popular!


Daqui para frente sabemos que serão imensos os desafios da nova gestão do Diretório Acadêmico trazendo uma linha política qualitativa e aproximando as bases para construir de forma democrática e coletiva,organizando e mobilizando para as lutas que concernem a Universidade e a sociedade,constituindo o DASAN enquanto Diretório Acadêmico que seja de lutas e combativo!

4 de out. de 2013

Todo apoio a Greve dos profissionais de educação! Contra a criminalização dos movimentos sociais!

Vivemos um momento que ficará marcado na história de mobilizações prol educação no Brasil. Desde o dia 08 de agosto os profissionais de educação do estado e município do Rio de Janeiro estão em greve. O processo de greve que tem contado com assembléias lotadas com milhares de pessoas, grandes atos, ocupações na Câmara e Prefeitura, cresce cada vez mais e ganha o apoio dos educadores da região metropolitana e da população.
A União da Juventude Comunista apóia e participa da luta dos profissionais de educação do estado, da cidade do Rio e região metropolitana (São Gonçalo, Niterói, Friburgo e Arraial do Cabo) por melhores condições de trabalho.
Repudiamos a política militar ditatorial do prefeito Eduardo Paes, do governador Sérgio Cabral e do presidente da Casa Legislativa do Rio Jorge Felipe que forçaram a arbitrária desocupação da Câmara (sem mandado oficial) e com a absurda violência do último dia 28 de setembro. Repudiamos também o praticamente estado de sítio do centro da cidade que manteve e mantém a Câmara da cidade gradeada e com um grande aparato repressivo (700 PMs) que roubou o direito democrático de professores e civis de assistir a votação e aprovação do Plano golpista de Carreira proposto pela prefeitura, que deixa de contemplar 93% da classe.
Compreendemos que é o momento de juntos fortalecermos uma frente anticapitalista que combata a lógica burguesa vigente, que dialogue e defenda os interesses da classe trabalhadora, e derrote o fascismo peemedebista que criminaliza os movimentos sociais e mantém o terror nas favelas e comunidades do Rio de Janeiro.
Estaremos na rua mais uma vez juntos na próxima segunda-feira, dia 07 de outubro, às 17h na Cinelândia contra a política neoliberal e fascista que assola não só  o nosso estado, mas todo o país.







3 de out. de 2013

I Marcha das Vadias de Niterói A violência contra a mulher não é o mundo que a gente quer!

     A primeira Marcha das Vadias em Niterói aconteceu no dia 26 de setembro às 16h na Cantareira num contexto de aumento exponencial de violência a mulher na cidade. Segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP) a violência sexual contra às mulheres aumentou 250% em quatro anos em Niterói (no Brasil subiu 150%).  Nas semanas anteriores a marcha duas alunas da UFF foram estupradas.


    A UJC participou efetivamente na organização desde o primeiro momento nas diversas reuniões, panfletagens e demais atividades de construção do movimento discutindo sempre um caráter feminista e de classe, um projeto de cidade e país que combata a violência de gênero, o machismo, a transfobia e a homofobia,.
    A marcha seguiu da Cantareira e seguiu em direção a Prefeitura da cidade, onde chegou com aproximadamente 1000 manifestantes. Seguimos agora na construção no evento do ano que vem. Todo apoio ao movimento e pautas da Marcha das Vadias em Niterói.




- São pautas deste movimento:

. Chega de violência contra a mulher!
. Contra o machismo, racismo, homofobia e transfobia!
. Chega de assédio sexual no transporte! Transporte público de qualidade já!
. Rodrigo Neves, lugar de mulher também é no orçamento! Exigimos verba específica!
. Chega de ruas escuras! Iluminação pública eficiente!
. Chega de violência nas escolas! Por uma educação não sexista!
. Educação é um direito! Creches públicas para todos os filhos dos trabalhadores!
. Mais verbas para a saúde!
. Contra o fechamento da Maternidade Alzira Reis!
. Não ao Bolsa Estupro/Estatuto do Nascituro! Veta Dilma!
. Contra a repressão! Queremos proteção! Mais DEAMs para Niterói e SG!
. FORA CABRAL!




22 de set. de 2013

“Governo Dilma abandonou a Reforma Agrária”, afirma Alexandre Conceição

Por Iris Pacheco
Da Página do MST


O governo Dilma apresenta o pior índice de desapropriação de terras dos últimos 20 anos. Em 2012, apenas 28 imóveis rurais foral alvo de decreto. Em 2013, nenhum imóvel foi desapropriado até o momento.

Durante o primeiro semestre desse ano, movimentos sociais do campo realizaram diversas jornadas de lutas, com pautas conjuntas ou específicas, colocando a necessidade emergencial do governo realizar a Reforma Agrária no Brasil.

De acordo com Alexandre Conceição, da Coordenação Nacional do MST, o governo abandonou a Reforma Agrária e absteve-se de cumprir a sua obrigação constitucional.

Conceição também afirma que, no próximo período, o MST vai intensificar as jornadas de lutas contra a ofensiva do capital estrangeiro e fará ocupações de latifúndios improdutivos.

Ao mesmo tempo, fará alianças para consolidar a construção do projeto da Reforma Agrária Popular, diante da necessidade de mudança do modelo agrícola do país.

Confira a entrevista concedida à Página do MST:

O governo permanece em silêncio no quesito Reforma Agrária. Qual é sua avaliação sobre essa postura?


O governo Dilma abandonou a Reforma Agrária. Ao fazer isso, não está apenas se acovardando, mas cometendo uma violação constitucional – que  perdura desde o estabelecimento da Constituição – e que no último período tem se agravado de maneira muito crítica.

Essa postura do governo deixa claro a opção em benefício do latifúndio e sua posição de refém da aliança com o agronegócio.

Por que o governo não desapropria latifúndios para a Reforma Agrária?

Porque o governo aposta no agronegócio como modelo de desenvolvimento para o campo. Temos dialogado com o governo, mas sem resultados concretos.

Segundo dados do Incra, atualmente há mais de 180 milhões de hectares classificados como grande propriedade improdutiva no país. O governo não se mexe para promover a democratização da terra.

Não conseguimos nada porque o núcleo central do governo não quer saber da Reforma Agrária. Diariamente novos procedimentos e portarias são inventados e emperram ainda mais o processo.

A Reforma Agrária depende de desapropriações de grandes propriedades improdutivas, como determina a Constituição.

Quanto de recursos públicos o governo destina para os agricultores familiares e para os latifundiários?

Neste ano, foram disponibilizados R$ 21 bilhões no Plano Safra 2013/2014 para a agricultura familiar. O valor é 16,6% maior que o destinado ao setor no ano passado, de R$ 18 bilhões.

Para o agronegócio, no entanto, se disponibilizou R$ 136 bilhões, ou seja, dez vezes mais investimentos do que à agricultura familiar, responsável por produzir 70% dos alimentos e gerar nove empregos por hectare.

Além disso, o agronegócio, que está completamente endividado, protela as dívidas com o governo brasileiro, enquanto as dívidas dos agricultores familiares nos bancos demoraram para serem renegociadas.

Os índices de produtividade ainda são um entrave em todo o processo?

O índice de produtividade do Brasil não é atualizado desde 1975 e segue sendo um dos piores da América Latina. Nesses mais de 30 anos, o campo passou por muitas mudanças e se torna inconcebível nivelar a produção agrícola atual com a de 1975.

O governo não teve a coragem de rever a questão dos índices. Essa revisão, sem dúvidas, proporcionaria um grande desentrave na Reforma Agrária no país.

Qual o reflexo para o campo com a inoperância da Reforma Agrária?


Reflete-se na violência do campo. Além de inoperante, é um governo de composição inclusive com o latifúndio e, por isso, não enfrenta os ruralistas e não desapropria terras para Reforma Agrária.

Sem avanços na democratização da terra, o Movimento intensificará a luta e ocupará latifúndios para enfrentar a ofensiva contra os povos do campo.

Nesse aspecto, o Judiciário se converte no principal conivente do latifúndio: é super ágil para criminalizar os Sem Terra, mas ao mesmo tempo garante a impunidade dos crimes do latifúndio.

Como você vê o discurso do governo sobre o Judiciário ter emperrado o processo de novas áreas para criação de assentamento em 2013?

Além de garantir a impunidade dos conflitos no campo, o Poder Judiciário segurá os processos de criação de novos decretos para desapropriações de áreas.

Dos atuais 523 processos envolvendo Reforma Agrária no país, 234 estão paralisados.

Portanto, é dever do governo Dilma trabalhar de forma articulada com o Judiciário para que se resolvam os impasses que deixam as áreas numa situação jurídica indefinida por anos.

Qual é a importância da Reforma Agrária para a sociedade?

Atualmente, 85% das terras agricultáveis no Brasil cultivam soja, enquanto que a agricultura familiar é responsável por 70% da produção de alimentos para consumo interno, mesmo tendo apenas 15% das terras agricultáveis do país.

O agronegócio é apenas uma forma de se apropriar do lucro obtido pelo comércio agrícola, mas não resolve os problemas do povo. Ao contrário, apenas piora, principalmente pela incidência do uso de agrotóxicos e transgênicos no país, que têm afetado a saúde do povo brasileiro.

Esse modelo não serve para o Brasil. Precisamos de um modelo que garanta a produção de alimentos saudáveis para a sociedade brasileira por um custo de obtenção considerável. Assim, cria empregos e formas de vida saudáveis para a população camponesa não se marginalizar nos grandes centros urbanos.

Permitirá desenvolver técnicas de aumentar a produtividade e a produção sem destruir a biodiversidade do planeta.

O viés para efetivar a construção desse modelo é o projeto da Reforma Agrária Popular, que defende a desapropriação massiva de áreas improdutivas, tendo a agroecologia como base para o desenvolvimento do campo.

Diante dessa conjuntura, como o Movimento pretende atuar no próximo período?

O MST vai continuar lutando e ocupando os latifúndios improdutivos, combatendo a monocultura e lutando contra a ofensiva do capital estrangeiro na agricultura brasileira.

O governo precisa mexer no índice de concentração fundiária do país, em vez de investir em programas compensatórios que não promovem a Reforma Agrária, levando aos assentados e assentadas o endividamento crônico.

Ao mesmo tempo, vamos costurar alianças que consolidem a construção do projeto de uma Reforma Agrária Popular para o Brasil, ao representar a necessidade de mudança do modelo agrícola do país.

É necessário reorganizar o setor agroindustrial, baseado em cooperativas e não grandes empresas transnacionais. Adotar a matriz tecnológica da agroecologia, preservar o meio ambiente e frear o êxodo rural para as grandes cidades.


26 de ago. de 2013

SOLIDARIEDADE À GREVE DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO NO RIO DE JANEIRO. POR UMA EDUCAÇÃO POPULAR!

A União da Juventude Comunista (UJC) expressa seu apoio e participa da construção desse movimento de greve, construindo cotidianamente a greve junto às demais categorias nas escolas onde está organizada. Com mais de 80% das escolas paradas, os funcionários e professores da rede estadual e municipal exigem melhoria das condições de trabalho, o fim da precarização do trabalho de docente e denunciam que a aprovação automática nas escolas públicas continua acontecendo, de forma maquiada. Outra grave denúncia é em relação às condições de trabalho das merendeiras e auxiliares de creche, que recebem menos que um salário mínimo e jornadas de trabalho extensivas. A desestruturação da carreira docente, as péssimas condições de trabalho a que estão submetidos professores e servidores, o aumento das terceirizações, assim como salas de aulas lotadas, falta de professores, parca assistência estudantil e instalações precárias figuram entre os principais problemas enfrentados no cotidiano de todos aqueles que passam pelas escolas.

A precarização da educação brasileira não deve ser entendida somente como um problema de ordem administrativa ou de financiamento, mas algo que vai muito além. O sucateamento da educação pode ser traduzido numa concepção de Estado que há anos vem sendo implantado no Brasil, que preza por uma lógica de mercado e por parcerias com empresas privadas, colocando nitidamente a Educação sob interesses privados. Tendo em vista essas reflexões, a União da Juventude Comunista não tem a ilusão de alterar esses problemas da educação sem superar por completo a inserção das relações sociais e produtivas próprias da ordem social em que vivemos e que são base de um número sem fim de problemas que afetam a educação brasileira e seu caráter.

Isso significa que não devemos nos restringir a uma luta reativa ou a simples defesa de uma educação pública, gratuita e de qualidade, mas, sobretudo, de uma educação popular. Devemos, de uma vez por todas, debater coletivamente um projeto de educação que esteja balizado nas demandas concretas dos trabalhadores e que contribua para um processo mais amplo de transformação social; desta forma, levantamos a bandeira da EDUCAÇÃO POPULAR. Para tanto, esperamos construir junto a todos os setores e organizações, um calendário unificado de lutas para os próximos períodos na perspectiva de lutar por uma Educação pública, gratuita, democrática, de alta qualidade e popular!





Pela Valorização dos servidores técnicos e docentes!
Passe Livre integral e irrestrito;
Eleições Diretas para Diretores;
Em defesa da Educação 100% Pública, Gratuita e de Qualidade;
Toda solidariedade a greve dos profissionais da educação!


EDUCAÇÃO NÃO É MERCADORIA! POR UMA EDUCAÇÃO POPULAR!